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Mais Beja

Mais Beja

13
Fev13

Como afundar (ainda mais) uma empresa?

Mais Beja

 

Ontem, não foi feriado, mas para os funcionários da CP foi, uma vez que estes fazem greves sempre que houver feriados, algo comum e banal nesta empresa. E disparatado, irracional e revelador do salário que os seus trabalhadores auferem.

Disparatado uma vez que a CP está falida, e os seus funcionários em vez de trabalharem para a levantar, reerguer-se, torna-la viável ou sustentável, sendo uma empresa de confiança, fazem exatamente o oposto, afundando a empresa, com perdas de receitas, porque não são vendidos bilhetes nos dias de greve e afastando clientes habituais porque ninguém esta para viajar num meio de transporte que constantemente está em greve. Relembro apenas a última greve de 2012, que gerou um prejuízo de 2,5 milhões de euros.

Irracional porque nas greves que se fazem em Portugal, o principal motivo é o não pagamento do salário ou perdas de regalias que visam aumentar o lucro dos acionistas, sendo que nesses casos a greve é justa e totalmente aceitável. No caso da CP, não esta presente nenhum dos casos, porque a empresa sempre deu prejuízo ao seu acionista e houve cortes em todo o sector do Estado. E aqui reside algo surreal, uma vez que não se vê greves todos os meses no restante Estado. Não fazem greve porque os “outros” funcionários do Estado ou de empresas do Estado não queiram. Uns não fazem porque não podem perder aquele dia no salário do final do mês - e aqui esta a questão reveladora dos salários destes senhores da CP, que pode ser vista AQUI - outros porque querem levantar o País, e trabalham afincadamente porque acreditam que só assim seremos um País melhor.

E esta é a receita para afundar uma empresa, um País.