Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Mais Beja

29
Jan15

Governo e Estradas de Portugal dão uma migalha de 0,7% ao Alentejo

Migalhas.jpg

A Estradas de Portugal (EP) anuncia que vai investir anualmente 8,7 milhões de euros na conservação e melhoria da qualidade da rede rodoviária do distrito de Beja.

Fazendo uma análise simples, é notório observar que o investimento é insuficiente uma vez que o Baixo Alentejo é o maior distrito do país e tem as suas principais estradas em péssimas condições, apenas aceitáveis num país de 3º Mundo e, apesar de não parecer, fazemos parte da Europa.

A empresa pública Estadas de Portugal, prevê arrecadar em receitas este ano: 1.140.000.000€, (1.14 mil milhões de euros), através da cobrança de portagens e de impostos (que nós alentejos também pagamos). Muito dinheiro para qualquer empresa/Governo. Realizando uma conta simples, percebe-se que a % de receitas destinada para o nosso distrito é apenas 0,7% de todo o bolo. Ou seja, apenas uma migalha é destinada aos alentejanos!

Daqui a uns meses, durante a campanha para as legislativas, o que dirão os candidatos e deputados do PSD e CDS quando vierem ao Baixo Alentejo? Dirão que o regadio do Alqueva está concluído e que por isso o Governo fez a sua parte? Pensará o Governo que apenas se faz negócios com água?

E nós, que lhes diremos?

21
Jan15

Manifesto pelo Baixo-Alentejo: Nós Existimos, Nós Exigimos!

A não-futura A26 (IP8).jpg

“DIA DE LUTA PELO IP8, IP2 E ESTRADAS REGIONAIS

Nós Existimos, Nós Exigimos!

SEXTA-FEIRA, 30 DE JANEIRO DE 2015”

Acrescentaria ao slogan do manifesto “Nós Existimos, Nós Exigimos!”, as palavras “Nós pagamos”. Os alentejanos pagam impostos como os restantes portugueses, e no entanto, para outras regiões, como Lisboa há dinheiro para praças, rotundas, novos museus, porto de contentores, etc.

Interessante seria convidar Carlos Moedas para falar do seu “contributo” para a região relativamente a este tema. E também o deputado do PSD, Mário Simões.

Eu assino o manifesto. E tu?

19
Jan15

Finanças e Governo

Governo 4.jpg

O total de casas penhoradas e vendidas pelo Fisco nos primeiros sete meses de 2014 já é superior a 49.150 imóveis. O valor corresponde a um aumento de 75,5% face a igual período do ano passado, revela a edição desta quinta-feira, 7 de Agosto, do Diário de Notícias

A maioria das penhoras foram realizadas contra pessoas da classe baixa e média, e micro e pequenos empresas, que com a crise, deixaram de ter rendimentos (emprego e clientes) para pagar as suas despesas e dívidas.

O Governo, apesar de todos os esforços de insensibilidade humana, com a crise, deixou de oferecer cuidados de saúde e educação de boa qualidade, apoio social aos mais carenciados e desprotegidos, meios de transportes dignos de um País europeu, entre outras obrigações do Estado.

O Estado passou de amigo e protetor, a inimigo e confiscador de tudo o que pode: salários, IRS, IRC, multas e taxas.

Actualmente estou curioso para ver (ou não) o que vai ser penhorado à família mais corrupta que o País já teve e que lesou milhares de pessoas e empresas que confiaram e investiram as suas poupanças, e que ficaram sem nada.

18
Jan15

Poema

Uma vez que já tudo se perdeu

Que o medo não te tolha a tua mão
Nenhuma ocasião vale o temor
Ergue a cabeça dignamente irmão
falo-te em nome seja de quem for

No princípio de tudo o coração
como o fogo alastrava em redor
Uma nuvem qualquer toldou então
céus de canção promessa e amor

Mas tudo é apenas o que é
levanta-te do chão põe-te de pé
lembro-te apenas o que te esqueceu

Não temas porque tudo recomeça
Nada se perde por mais que aconteça
uma vez que já tudo se perdeu.

 

in Obra Poética de Ruy Belo, volume 1, Lisboa: Editorial Presença, 1981. p. 164

Pág. 1/2