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Mais Beja

29
Dez15

2015 que já lá vai e 2016 que aí vem…

Mais Beja

Pobreza.png

Gostaria de dizer que 2015 foi um ano melhor que os anteriores e 2016 vai ser o ano da viragem, da mudança. Gostaria de dizer que o bacalhau e o Porco Doce do Luiz da Rocha no Natal me caíram bem e as 12 passas mais o champanhe vão saber-me bem. Não posso. Não consigo.

Este final de ano não é para festas e festejos, porque depois dos crimes e calotes do BANIF e BES, que nós, pobres, quietos e inertes contribuintes vamos pagar, não posso estar feliz.

Só o calote do BANIF no valor de 2.2 mil milhões de euros (leia bem a quantidade de zeros: 2.200.000.000,00€), permitiriam construir quantos hospitais, escolas, universidades, postos de trabalho, lares, creches, etc? É intolerável. E pior de tudo, é o facto de nenhum dos responsáveis, incluído os responsáveis pela falência do BES, GES, BPN e BPP estarem presos torna tudo ainda mais imoral e desumano perante a pobreza extrema de milhares de famílias e milhões de portugueses. É atroz! É violência pura e dura!

14
Dez15

Ranking de municípios: em que posição ficou a cidade de Beja?

Mais Beja

Castelo de Beja.jpg

De acordo com um estudo realizado em 2015 pela consultora Bloom Consulting, que avalia quais os melhores municípios em Portugal para viver, visitar e fazer negócios, a nossa cidade, ficou em 37º lugar, em 308 concelhos. Mais precisamente, ao nível no Turismo ficámos na 34º, no Viver em 38º e nos Negócios em 49º. 

Não estamos mal, se olharmos para o total de 308 municípios que existem em Portugal, é certo, mas se compararmos com cidades semelhantes a nós, como Évora, a imagem muda. Évora, em termos de turismo encontra-se na 9ª posição e nos negócios em 21º. Estes dois indicadores são reveladores do atraso em que se encontra Beja, ao nível da atracção de empresas e geração emprego, motores de desenvolvimento social e económico. Vários factores poderão ser debatidos e rebatidos, mas julgo que não vale a pena olhar para trás e para o que foram os últimos 40 anos. O futuro é que interessa e para tal é preciso olhar para ele. Para tal é preponderante a pensar, planear e organizar uma estratégia de mudança e de “luta” face a melhores acessibilidades e, quem governa a cidade, aposte de uma vez por todas no turismo como motor de desenvolvimento e criação de emprego.
Beja não sairá do marasmo em que se encontra se não apostar na economia, seja através de turistas, hotéis, e outros negócios associados ou através da atracção de empresas na área da agricultura.

07
Dez15

O dinheiro público e a comunicação social em Portugal

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SATA e TAP.jpg

A cidade de Beja e a região têm sido vítimas de críticas negativas e injustas ou motivo de anedota nacional por ter sido construído um aeroporto que não recebe aviões e passageiros. Como escrevi nesta publicação, intitulada “Reportagem SIC sobre o aeroporto de Beja: uma verdade não dita” a história não é bem como se conta.

Se poderá haver críticas face ao investimento e há necessidade de investir em outros projectos na cidade ou na região, é também verdade que o investimento foi pequeno porque grande parte do aeroporto estava construído há décadas, servindo como Base Aérea Militar.

Mas, como é do conhecimento geral, dinheiro público gasto ao desbarato há por todo o lado e por todas as regiões do país, que não sendo motivo de desculpa, é motivo para que se falem delas e não apenas de Beja e/ou do Aeroporto de Beja.

A última e pouco divulgada notícia, é a companhia aérea pública dos Açores, a SATA, que no ano passado deu um de prejuízo de 35 milhões de euros, tendo sido revelado uma total má gestão. Num momento em que temos companhias aéreas low cost e a TAP, empresa semi-pública, porque haverá o Estado de manter uma 3ª empresa de transporte aéreo que gera prejuízos a todos os contribuintes?