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Mais Beja

28
Nov16

Portugal: um país centrado em Lisboa

Lisboa centro.png

Portugal é um país pobre e desigual. Os nacionais dizem-no e quem nos visita de fora, os estrangeiros, confirmam. A pobreza revela-se nos baixos salários, fraco investimento e atraso socioeconómico. As desigualdades estão presentes em várias áreas: saúde, oportunidade de emprego, acessibilidades, escolas, universidades, cultura, organismos estatais, justiça, transportes, etc.

De acordo com entidades internacionais, Lisboa não é desigual, nem pobre. Os lisboetas têm remunerações acima da média europeia (sendo a única região de Portugal onde isso acontece) e possui todos os meios para satisfazer as necessidades básicas e de melhoria da qualidade de vida de todos os seus cidadãos. No resto do país, o que fica fora das “muralhas” de Lisboa, isso já não acontece. E porquê?

Lisboa, por ser capital da nação, sempre foi favorecida e protegida com tudo o que havia de positivo para o bem-estar e desenvolvimento de qualquer cidade. Grandes hospitais, transportes públicos, aeroporto, universidades, empresas privadas, sede de organismos e empresas públicas, grandes eventos, museus, grandes obras públicas, tudo foi alocado a Lisboa, causando um centralismo esmagador, afastando todo o país que fica fora das “muralhas” de Lisboa, do progresso e investimento, tanto público como privado. Esse centralismo só não foi agravado, porque é impossível transferir as praias do Algarve, as planícies do Alentejo e os socalcos e vinhas do Douro para Lisboa. Foi a sorte do resto de Portugal, do outro Portugal.

 

A última medida de forte centralismo e injustiça em todos nós, em particular aos contribuintes, foi a transferência da propriedade e gestão da Carris do Estado Português para a Câmara de Lisboa, exceto a dívida astronómica de 700.000.000,00€ da empresa de transporte público da cidade de Lisboa que se manterá no Estado, e será paga pelo resto de Portugal. Os lisboetas, apenas pagarão as despesas anuais da empresa a partir de 1 de Janeiro de 2017.

A somar a isso, há o caso dos contratos SWAP, realizados por anteriores gestões da Carris, tendo gerado processos em tribunais e que ainda não terminaram, ficando o passivo, até ao momento de 39 milhões de euros, no Estado Português, ou seja, mais uma fatura para o resto do País pagar.

 

Ninguém falou disto, nem a oposição, que poderia ter usado esta decisão do atual Governo, injusta e irracional, como trunfo. Não usou, porque o acordo do PSD e CDS, de concessionar a Carris aos privados, tinha a mesma medida, ou seja, a empresa passava para os privados, tornando-a lucrativa e a dívida de 700 milhões de euros ficaria no Estado, sendo pago não com os lucros, mas com os impostos de toda a nação.

 

Portanto, quando dizem que não há dinheiro para contratar médicos para o interior, eletrificar uma parte da linha de comboio entre Beja e Lisboa ou terminar a autoestrada e as restantes ligações rodoviárias à cidade de Beja, eu digo, que é MENTIRA. O Orçamento de Estado diz isso mesmo. Se o Estado consegue “encaixar” uma dívida de centenas de milhões de euros, também deveria conseguir construir estradas e pontes, requalificar e modernizar hospitais e centros de saúde, etc. É mentira dita pelos governantes e elites que só olham para Lisboa. Quando há eleições, vagueiam por todo o país com palavras de prosperidade, progresso e investimento em todo o território, sem discriminação. Mentiras que são ditas na rua, nos jornais ou em nossas casas quando assistimos aos telejornais.

 

A dívida da Carris, a tal de setecentos milhões de euros, será paga ao longo de décadas por todos os portugueses, de norte a sul, comprometendo o país fora de Lisboa a mais impostos, sem retorno local ou regional. No mapa que ilustra esta publicação, Lisboa representa o pequeno ponto vermelho. O resto, o "excedente" dos portugueses pagam a dívida dos transportes de Lisboa.

 

Pior que isso, é o snobismo dos políticos lisboetas que criticam todo e qualquer investimento público no Alentejo: aeroporto, Alqueva ou autoestrada.

 

Haja saúde para todo os portugueses, sem exceção, trabalharem e pagarem os desvarios e luxos de Lisboa! Um dia, quando morrer e renascer noutra pessoa, espero ser lisboeta!

24
Nov16

Qual a Praça da República mais bela da nossa cidade?

Após a publicação aqui deixada no blogue, no dia 14 de Novembro de 2016, intitulado “Praça da República: feia e suja”, surgiram várias críticas e comentários sobre o tema, e poucos dias o executivo camarário anunciou que irá requalificar a praça João Rocha revelou ontem, na apresentação da estratégia para Beja a curto médio prazo, que a Praça da República voltará a ser como antigamente, depois da intervenção que a autarquia tem programada para este espaço.”. Assim sendo, e se nós, munícipes, pudéssemos escolher, pergunto:

 

Qual a Praça da República da cidade de Beja mais bela? Deixe o seu voto na caixa de comentários.

 

  • Com palmeiras (1920)

Praça da República antiga 3.jpg

Praça da República antiga 4.jpg

 

  • Com calçada portuguesa e o pelourinho como peça central (1940)

Praça da República antiga 2.jpg

Praça da República antiga 1.jpg

 

  • Lajes de mármore (até 2017)

Praça da República século XXI.jpg

 Deixe o seu voto na caixa de comentários.

 

Fonte das fotografias: Google e Arquivo Municipal de Beja

14
Nov16

Praça da República de Beja: feia e suja

Dizem que uma imagem vale mais que mil palavras. As imagens em baixo, relatam o estado deplorável e imundo como se encontra a Praça da República de Beja.

Fico perplexo como é possível a praça central da cidade chegar a este estado de abandono, com a pedra do chão totalmente partida e sujidade. Mais estupefacto, é o facto de este local ficar virado para a câmara municipal, encontrando-se a palmo e meio dos olhos do executivo CDU.

O mal já é antigo, uma vez que se destruiu uma praça lindíssima por algo feio e sem história, chegando ao descabimento de retirar a calçada portuguesa e o protagonismo do pelourinho, peça central da praça, que foi remetida para um simples pilar que lá se encontra.

(Clique na seta para ver as 3 fotos)

 

06
Nov16

António Zambujo, Rei do Brasil

Sei que a monarquia portuguesa já não está no Brasil. Que o Rio de Janeiro foi no passado a capital do reino, sendo a primeira capital da europa, fora da Europa. Sei também que fomos grandiosos no passado. Hoje, continuamos a ser, à nossa medida e tendo em conta os tempos actuais. António Zambujo, alem de português é um bejense, e segundo dizem por lá, na ex-capital do reino, é rei.

Ora oiçam a música “Injuriado” do novo álbum, Até pensei que fosse minha, composto na íntegra por músicas de Chico Buarque:

 

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