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Mais Beja

25
Out17

Turismo, Beja e Instituto Politécnico

Castelo de Beja (9).JPG

FOTO: MAIS BEJA

 

Como é possível uma cidade como Beja, com um património riquíssimo e único, uma história imensa e de grande valor, não tenha um site específico sobre turismo? Que não tenha um plano estratégico e vasto capaz de atrair turistas? Não tenha um guia atrativo e informativo para quem chega à cidade, possa conhecê-la a pé e com uma máquina fotográfica na mão? Não exista, por exemplo, áudio-guia no Museu Regional de Beja, como se vê nos principais museus, de forma a fornecer mais informação sobre a história da cidade e do país ou das obras expostas?


Na página oficial do município, a secção “Turismo” apresenta informação dispersa, sem design apelativo, com informação desatualizada e dissemina por várias páginas e documentos PDF, sendo a leitura demorada e complexa. Além disso, a informação apenas esta disponibilizada em português.

Mais absurdo se torna, quando a única instituição de ensino superior, o Instituto Politécnico de Beja (IPB), forma pessoas na área do turismo, através de uma licenciatura, e não aproveita os docentes, alunos ou licenciados, para investir na promoção turísticas na cidade. A própria página oficial do IPB, tem como informação turística aos seus alunos, o seguinte: “A Cidade de Beja e a Região”, seguido de uma enorme página em branco, sem qualquer informação para os alunos de fora do distrito ou estrangeiros. É só ir à página oficial (https://www.ipbeja.pt), e constatar tal facto.


Facilmente poderia ser realizado uma parceria entre a Câmara e o Instituto Politécnico de Beja/ESTIG para a criação de um site específico e aplicação para smartphone e tablet, de forma a promover e divulgar o melhor que a cidade tem para mostrar e saborear, e em várias línguas, como o espanhol, francês, inglês e alemão, de forma a pensar no mercado externo.
Um projeto destes de certeza não seria dispendioso para ambas as partes, e seria benéfico para a cidade e toda a região.

 

Aqui o blogue deu um pequeno grande contributo, com a criação do Guia Turístico de Beja (português e inglês), algo que senti que deveria “dar” à cidade que adoro. E, desde que coloquei no blogue, a versão em português já foi descarregada cerca de 300 vezes, revelando interesse em conhecer a cidade.

17
Out17

Paulo Arsénio e os primeiros dias

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FOTO: MAIS BEJA

 

Amanhã é a tomada de posse do novo presidente da câmara municipal de Beja e seus vereadores. Após o acto, importa serem esclarecidos temas e obras estruturantes já iniciadas no anterior executivo, e que seguem “coladas” à nova equipa governativa da cidade. Assim, importa saber quais os planos e estratégias, relativamente ao Centro UNESCO e Centro de Artes e Arqueologia? Será construído mais um pavilhão polidesportivo na cidade (bairro do Pelame)? É válido e coerente construir mais campos sintéticos para a prática de futebol? Os dois edifícios adquiridos na Praça da República irão manter o fim definido pelo anterior executivo, que é a criação do Centro de Apoio ao Desenvolvimento Local? Irá ser iniciada a obra de requalificação do Museu Regional de Beja? Serão corrigidas as anomalias da Praça da República, após a recente requalificação?

Algumas obras são questionáveis, nomeadamente o forte apoio e investimentos em campos sintéticos para a prática de futebol, quando muitas outras modalidades na cidade são esquecidas, ou a ausência de casas, a rendas acessíveis para a classe média, afastando-as dos locais de trabalho e contribuindo para o abandono de pessoas do centro histórico da cidade. Outras obras já não, como o investimento no património histórico e cultural, como motor de desenvolvimento humano, social e económico na cidade.

É certo que o programa a implementar será o "seu" programa, porque foi com ele que foi a eleições e ganhou no passado dia 1 de outubro de 2017, mas importa não parar e construir uma cidade realmente melhor!

 

Outro tema fulcral para toda a região é, qual será a atitude do novo executivo da Câmara em relação às reivindicações e protestos sobre a auto-estrada e as acessibilidades ferroviárias? Vai ceder ao esquecimento por parte do Governo central, que é da mesma cor política? Ou, como presidente da capital do distrito, vai liderar o movimento para que se concretizem os investimento em ligações rodoviárias e ferroviárias de qualidade para toda a região?

 

Em último, e mais importante, desejo as maiores felicidades ao novo presidente, desejando que traga não só a esperança, mas a mudança que a cidade precisa. Beja não merece mais 4 anos perdidos. Eu, cá estarei para apoiar, porque o sucesso de Paulo Arsénio e sua equipa, é o sucesso de todos nós, bejenses.

10
Out17

Museu Jorge Vieira

O Museu Jorge Vieira, é um museu de arte contemporânea e situa-se na Casa do Governador (interior do Castelo) desde 1 de setembro de 2019. Antes, encontrava-se na Casa das Artes, no centro histórico. Integra parte do espólio que o artista plástico Jorge Vieira doou à Câmara Municipal de Beja. O espaço é composto por um importante conjunto de esculturas, maquetas e desenhos do artista que marcou a arte portuguesa no século XX.

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FOTOS: MAIS BEJA

 

Horário:

Terça-feira a domingo: 9h30 – 12h30 / 14h00 – 18h00

Encerra: Segunda-feira.

 

Entrada:

Grátis.

 

Morada:

Largo Dr. Lima Faleiro (interior do Castelo)

7800-266 Beja

03
Out17

Eleições autárquicas 2017: O que aconteceu?

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A minha análise divide-se em 3 pontos-chave: Beja mudou, PS ganhou e a CDU, ou melhor dizendo, o PCP perdeu.

 

Beja mudou:
Os bejenses estão diferentes. Os mais velhos vão partindo e os que cá ficam pensam de forma diferente do passado. Passado em que o PCP está preso, quer nas ideias, quer na forma de comunicar e fazer política. Apesar da perda de população, os jovens/adultos que cá residem querem uma cidade moderna, que ofereça emprego, qualidade de vida e futuro. Não lhes chega uma rua arranjada, uma praça nova ou uns concertos grátis. Sabem que isso não chega para evoluir e exigem mais ao poder político. São também mais críticos e exigentes com cada uma das medidas tomadas pelos governantes.
Se a tradição era votar CDU porque sim, estas eleições provaram que os bejenses votam nas pessoas e projetos, e não por clubismo ou fanatismo, como no passado.

 

Partido Socialista ganhou:
Mesmo com o trauma da governação do Pulido Valente, Paulo Arsénio soube fugir a esse passado e impor a sua visão e proposta governativa de forma clara e simples. Não prometeu mega-projetos ou mega-mudanças. Apenas manter o que está bem e fazer diferente no que estava mal. Ouviu as pessoas da cidade e foi sincero com o eleitorado. Soube atrair as pessoas, em especial os jovens e as mulheres, que cada vez têm mais peso na política local, regional e nacional. Paulo Arsénio fez uma campanha próxima das pessoas e competente, ao contrário de João Rocha, distante e frio.
A corroborar, está o facto de o PS Beja ter tido mais votos, subindo de 7.135 em 2013 para 7.728 em 2017, (+ 593 votos). Ou seja, não só ganhou, como teve mais apoio/votantes comparativamente há 4 anos. Além disso, nestas eleições existiram mais 2 partidos nacionais, (o CDS-PP, que costuma coligar com o PSD e o BE), indo sempre roubar votos.
O PS local também ganhou os outros dois órgãos locais, a Assembleia Municipal e a Assembleia de Freguesia, que estavam nas mãos da CDU.

 

Partido Comunista Português/Coligação Democrática Unitária perdeu:
João Rocha e a sua equipa ficou à espera que as festas, concertos, desfiles carnavalescos, foguetes, "os votos de sempre" e várias promessas não cumpridas fizessem o seu papel de iludir o eleitorado, bastando algumas ruas renovadas e concertos grátis para agradar o povo. Falhou. E, ao contrário do PS, não apresentou programa eleitoral, revelando total desprezo e snobismo face ao eleitorado bejense, mais jovem e exigente. Perdeu por falta de estratégia, arrogância e capacidade de ouvir as pessoas.
Perdeu também em termos de votos, passando de 7.438 em 2013, para 6.284 votos em 2017, um saldo negativo de 1.154 votos (!!!), algo impensável na cidade, e na organização comunista a nível regional e nacional.


Em suma, não foi só o Paulo Arsénio que ganhou, foi João Rocha que perdeu a Câmara Municipal de Beja.

 

Paulo Arsénio nunca desempenhou funções executivas, sendo esta uma tarefa difícil, mas possível, porque o impossível era este vencer João Rocha, que aconteceu, com larga margem de votos (+1.444).

 

Será que o PS/Paulo Arsénio vai mudar a cidade de Beja? Terá 4 anos de maioria absoluta, um clima económico e financeiro, regional e nacional, favorável e pertence à mesma cor política do governo central. Ou seja, tem tudo a favor para 4 anos de governação, de mudança e sucesso.