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Mais Beja

25
Mar21

Transmissão online das reuniões públicas da câmara

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Em Beja, sempre houve inércia em tudo, sendo que chegamos ao mesmo patamar de outras cidades, quando as outras já partiram, estando sempre atrasada em tudo. A luz pública existe em Portugal desde 1848, e a Câmara Municipal de Beja continua a publicitar que instalar 5 candeeiros ou trocar de 30 lâmpadas para sistema LED é uma grande obra. Revela pequenez e menospreza a inteligência dos bejenses.


No sentido de maior transparência e participação cívica, o município de Beja deveria transmitir em direito, via YouTube, as reuniões públicas da Câmara Municipal de Beja, bem como as reuniões da Assembleia Municipal. Inúmeros municípios já o fazem, como o de Lisboa ou Loures.
A participação cívica e democrática mudou com os mais jovens. Hoje, os jovens não querem que a participação na vida das cidades seja algo exclusivo de um pequeno grupo de eleitos, que só eles têm poder e voz, ou que a sua participação se cinja ao acto de votar a cada 4 anos. Quer participar com ideias, reclamar sobre algo que está errado e realizar propostas, pequenas ou grandes, simples ou complexas, na vida das cidades. Hoje, a população é mais exigente, reclama mais e melhor, sendo fundamental haver mais transparência nas decisões que são tomadas nas comunidades em que cada indivíduo vive e trabalha, bem como abertura do poder ao público em geral, demonstrando que os eleitos estão lá para resolver os problemas dos eleitores.

 

Para mim, foi uma enorme alegria há 4 anos, quando, por proposta do Partido Socialista (Paulo Arsénio), iria ser implementado no concelho de Beja o Orçamento Participativo. Hoje, é uma gigantesca frustração a não implementação dessa mais-valia de aproximação e participação cívica dos bejenses. Mais absurdo se torna, quando vários municípios do Baixo Alentejo (Castro Verde, Odemira, Mértola, Almodôvar) já o fazem há vários anos, com um sucesso estrondoso e sem esvaziar as arcas do município.

14
Mar21

Beja está deprimida na sua pequenez

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A cidade Beja mantém-se no seu estado: letárgica, sem progresso ou movimento crescente.  Nos últimos 4 anos não houve a inauguração de obras ou projetos estruturantes. Beja está como esteve nos últimos 15 anos. Parada no tempo. O único grande projeto foi a abertura do Beja Retail Park, sendo que todas as melhorias criadas em redor (estradas e passeios), foram gentilezas do privado. Há anos que se fala em construir uma passagem para peões, que atravesse o IP8, e até hoje nada. Algo tão simples, como semáforos e uma passadeira ou uma passagem de nível, não foi concretizada (pelo Estado, através da Infraestruturas de Portugal).

Hoje, o sonho dos jovens é morar fora de Beja, como se esta fosse uma grande metrópole cheia de barulho, trânsito e poluição. Não, não tem nada disso. Mas também não tem nada para dar. É um ser morto. Há uma debandada de residentes para as aldeias e vilas em redor, porque sentem, que viver em Beja não lhes traz benefícios, face viver em Beringel, Albernoa ou Vidigueira. Algo impensável. Outro motivo para tal, é não existir habitação a custos controlados. Comprar casa em Beja sempre foi caro. E já alguém tentou mudar isso? Não. Também algo impensável.

Lisboa é cara porque tem os estrangeiros que fazem elevar o preço das habitações. Em Beja não há estrangeiros ou a “gentrificação” provocada pelo turismo.

Aos leitores, que já começaram a pensar sobre a resposta ao que escrevi em cima, digo apenas: Pensar pequeno, nunca nos irá tornar grandes. Quando o executivo camarário diz que instalar 4 moloks (contentores de lixo), reparar 200 metros de estrada (quando se esquece de criar/reparar passeios ou iluminação pública) ou mudar 7 candeeiros de lâmpada incandescente para luz LED é um grande feito, nunca nos irá tirar da “aldeia” em que vivemos. Isso poderá dizer um presidente de junta de freguesia, que tem poucos recursos materiais, humanos e financeiros. Ou, de que vale reparar 5 quilómetros de estrada, se, entretanto, há novos 10 quilómetros em péssimas condições?

A Câmara Municipal de Beja tem um orçamento de 38,9 milhões de euros e 601 trabalhadores em 2021! Porra, não se poderia fazer mais?!

 

Beja nada ganhou, como muitos contrariamente diziam, ao ter uma câmara da mesma cor política do Governo central. Diziam que iria haver progresso e investimento. Nada se concretizou. A expansão do único hospital mantém-se fechada na gaveta. A eletrificação da única linha de comboio não avançou. O IP8 está num estado lastimável, sendo inclusive gerador de acidentes, havendo o sucessivo adiar de obras para o ano seguinte. O novo tribunal continua por realizar, com verbas tão baixas, que nenhuma empresa construtora apresenta candidatura. Ou a não reabilitação do Museu Regional de Beja, que se encontra num estado de penúria, com claros prejuízos para o edifício e obras lá existentes, apesar de  inúmeras promessas.

E tudo é isto é uma incongruência, quando antes da pandemia, o país financiava-se a juros de quase 0%, recebia fundos europeus a potes, atingiu pela primeira vez um superavit orçamental, sem austeridade e num Governo socialista, liderado por António Costa. E o que deram essas boas notícias? Nada. Não houve sequer um único projeto em Beja que alterasse, um pouco, o seu rumo. É desconcertante, mas é a realidade.

 

Haverá gente capaz de mudar o rumo? Dúvido muito.