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Mais Beja

13
Out21

A política do atual Governo, é enganar o máximo os portugueses, sem ser apanhado

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António Costa faz política como um ilusionista faz magia. Um exemplo recente foi o monumental embuste sobre a refinaria da Galp em Matosinhos, em que ocorreu o despedimento de 1.600 trabalhadores (diretos e indiretos) em dezembro de 2020. Vários meses depois, durante a “febre” das eleições autárquicas, o Primeiro-Ministro António Costa veio abordar o problema, ao lado da candidata do PS à Câmara de Matosinhos, criticando a empresa e pondo-se ao lado dos trabalhadores. O país viu esta tentativamente de aproveitamento político, que saiu caro ao PS nas eleições. Mais absurdo, é o facto de o 2º maior acionista da Galp, ser o próprio Estado, que no ano passado, nada disse sobre o despedimento e sofrimento de centenas de famílias.

Outro engano, é António Costa andar há 6 anos a anunciar o início da construção de quatro hospitais e não houve, até hoje, um único tijolo.

A nós, bejenses, calhou-nos o total isolacionismo. A capital do distrito, vive com uma automotora com várias dezenas de anos, que liga Beja-Lisboa, sem o mínimo de qualidade e conforto. A estrada entre Beja e a autoestrada A26 é a pior estrada de Portugal, porque há 10 anos que se implora por obras e ninguém do Governo faz nada.

A nível nacional, assistimo a um país europeu, não ter uma ligação ferrovia com o nosso único vizinho, que é Espanha.

Já a TAP, receberá no próximo ano 990.000.000,00€ do Orçamento de Estado. Diria, numa avaliação superficial, que daria para resolver todos os problemas do Baixo Alentejo e sobrava. Quantos alentejanos viajam hoje pela TAP? E pelas companhias low cost? Num país pobre como o nosso, a resposta é fácil de encontrar.

 

Impostos

A política do atual Governo é prometer benesses gratuitas, pagas por um sistema fiscal pesado para todos, para beneficiar alguns. Um sistema fiscal desalinhado com a massa salarial nacional, em que a classe média, com vencimentos mensais de 1.100€ é engolida com altos impostos, porque num país europeu pobre como o nosso, não há ricos ou vencimentos elevados. É o modo que a esquerda arranjou em Portugal para ganhar eleições e cativar as clientelas. Propinas gratuitas, livros gratuitos e creches gratuitas, pagas com uma carga fiscal monumental, em que quem paga é a classe média. Nenhum político português ainda percebeu que a classe média portuguesa é, por comparação com o resto da Europa ocidental, pobre.

As medidas anunciadas no Orçamento de Estado de 2022, em que foi criada a ideia de que seria um orçamento, e passo a citar “Vai dar muita atenção às classes médias e em particular às novas gerações” (Primeiro-Ministro António Costa), é na verdade migalhas. Quando, na grande medida que é a criação de novos escalões de IRS, o nível de poupança para as famílias irá ser entre 1 e 195€ por ano, sim, por ano! Quando assistimos à escalada semanal do preço da gasolina, atingindo hoje o valor 1.84€/litro, sendo que 59% do valor vão diretos para o Estado em impostos, observamos, facilmente, para onde irá o dinheiro das migalhas. E quem vive e trabalha, sem usar o carro? Praticamente ninguém…

Ou por outra, que medidas pensa o Governo para o aumento brutal do custo da energia, que a Europa já discute? Zero. De acordo com o Ministro da Economia, é “aguentar” o que aí vem.

Já os serviços públicos são maus, funcionam mal e assim continuarão porque não há qualquer investimento.

 

Porque o CHEGA ganha apoiantes?

Quando a população em geral sente que obtém pouco do Estado, pagando, no caso da classe média, elevados impostos que não são usados para melhorar os serviços públicos ou o país, e ainda tem de pagar creche, cuidados de saúde no SNS, impostos e taxas municipais, portagens, entre outras fontes de receita do Estado, a capacidade de aceitar este nível de “assalto” é imoral para quem trabalha, ganha pouco e paga muito, não podendo concretizar sonhos e objetivos de vida.

Se nada for feito pelos atuais partidos, a extrema-direita irá receber centenas de milhares de votos dos descontentes, que não aceitam esta brutal carga fiscal, na qual, só os ricos conseguem fugir, deixando a classe média totalmente encarcerada num círculo vicioso: mais clientelas, mais impostos.

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