Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Mais Beja

29
Dez14

Balanço de 2014 em Beja

Mais Beja

Castelo de Beja.jpg

Em cada final de ano é realizado balanços, seja na vida pessoal, na empresa, na política, sobre os 12 meses que passaram. Assim, vou fazer a minha avaliação, que pode ser discutível, sobre o Melhor e Pior na nossa cidade durante 2014.

Pior: Castelo de Beja. Sem dúvida o pior de 2014 foi a amputação de parte da torre de menagem, maior símbolo da nossa cidade. Este acontecimento, bem como o estado em que se encontra o Museu Regional de Beja, tanto externamente como internamente, demonstra como o País e os sucessivos governos olham a cultura e o património da nação: com indiferença e com orçamentos minúsculos para a sua preservação e reparação.

Ao contrário, a construção de praças, rotundas, piscinas ou esplanadas para depois arrendar, recebem avultadas quantias financeiras e inaugurações com grande pompa. Outro exemplo de como o País cuida do seu património, é o facto todo o País querer ficar com os quadros Miró do antigo BPN, quando o mesmo País não consegue manter o seu património histórico e cultural. No entanto, adora “armar-se” em rico defendendo a permanência de património que nada tem a ver com a nossa história.

 

Melhor: Cante alentejano. Foi uma excelente notícia para todos os alentejanos, incluído o que se encontram espalhados por Portugal e pelo Mundo. Ainda mais quando ao longo de todo o ano, o povo recebeu más notícias: falências, desemprego, aumento de impostos, etc.

O importante, é o que se faz a partir daqui, do momento em que o Cante Alentejano foi elevado a Património Imaterial da Humanidade. Ai sim começa a tarefa dura de preservar e promover o cante. Seremos capazes, já que o património material (como exemplo, o Castelo de Beja) não se conseguiu preservar?