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Mais Beja

02
Dez20

Em Beja há pensamento e planeamento urbano?

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Numa publicação no facebook do Presidente da Câmara de Beja, Sr. Paulo Arsénio, de dia 24 de novembro de 2020, escreve sobre o facto de o município ter recebido 180 árvores e passo a citar “Pretende-se criar um pequeno bosque urbano entre a ciclovia e o campo de futebol sintético nº 2 com caminhos em saibro para a actividades de lazer.”. Após ler a publicação fiquei perplexo com o facto de se querer criar um bosque urbano (ponto de interrogação a azul na imagem), num local onde já existem vários espaços verdes, como a mata dos alemães, a mata de Beja, parque de merendas, Parque da Cidade e ciclovia de Beja (zonas sinalizadas a vermelho na imagem). Olhando para o resto da cidade, existem muitos bairros e zonas que não têm qualquer espaço verde e é fundamental e justo diversificar os espaços e equipamentos públicos pela cidade, e não centralizar toda a zona verde da cidade no mesmo local.

Zonas verdes Beja.png

 

Quando se fala tanto em coesão territorial no país, neste caso, há falta de coesão urbana. Excluindo a zona do parque da cidade e jardim público, não existem espaços públicos dispersos pela cidade, subsistindo apenas alguns arranjos paisagísticos e parques infantis.

Porque não existem parques/zonas verdes no Bairro da Conceição ou junto à escola da Mário Beirão, por exemplo?

 

Falta pensar a cidade, e não olhar para esta como sendo separada, em que existem zonas “dormitório”, zonas “comerciais”, zonas “desportivas”, zonas “verdes” e zonas de “escolas”, e sim, pensar cada bairro como um organismo único e com múltiplas valências.