Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Mais Beja

Mais Beja

Gestão autárquica em 2023: uma mão cheia de nada

1703549551232.jpg

FONTE: FACEBOOK


Este ano, o Município de Beja começou com o maior orçamento de sempre, no valor de 62 milhões de euros, um aumento de 19 milhões face a 2022. Posto isto, a ambição na concretização dos projetos, só poderia ser elevada.
O trabalho desenvolvido pelo executivo da autarquia em 2023, foi uma repetição dos anos anteriores, ou seja, paupérrima em obras ou melhorias, não tendo havido no concelho uma obra com impacto ou mudança estrutural. Mini-obras como pinturas, reparações básicas, troca de lâmpadas ou festas, como visível nas publicações no Facebook do presidente da autarquia, foi o que se leu ao longo de 2023. Trabalho que uma Junta Freguesia devia ser responsável, deixando para a Câmara, com maiores recursos humanos e financeiros, outras obras e melhorias de grande "enverdagura".
Sem obras estruturantes na cidade, não haverá desenvolvimento social, humano e económico. A melhoria da qualidade de vida também não é atingida, ficando Beja cada vez mais atrasada face a outras capitais de distrito em Portugal. Basta sairmos de cá, visitar outras cidades em Portugal, e constatar o subdesenvolvimento em que a cidade se encontra, sem a construção de parques, jardins, pavilhões, piscinas, estradas, atrações turísticas, praças ou ruas.
Para comprovar o que digo, convido a todos, a ler o documento Grandes Opções do Plano e Orçamento de 2023, que pode ser consultado no site oficial do Município de Beja. Lá, consta, entre várias promessas, o investimento da Zona de Acolhimento Empresarial Norte, no valor de 15,1 milhões de euros, sendo que a única mudança que aconteceu no local, foi o início da construção de uma estrada, que rapidamente parou por problemas com a empresa responsável pela obra, sendo que o investimento incluí muitas outras áreas de atuação; reabertura do Mercado Municipal de Beja; os projetos vencedores do 1º Orçamento Participativo de 2022, não foram implementadas em 2023; o início das obras no Museu de Banda Desenhada; estudo e início da Circular Externa de Beja; remodelação do estádio Flávio dos Santos; obras no parque industrial, junto à nora; conclusão do Fórum Romano de Beja. Tudo o que refiro aqui, está lá, prometido, nas Grandes Opções do Plano e Orçamento de 2023. Não fui eu. Foi o executivo da Câmara.
No meio do deserto, em termos de investimento, apenas houve o início das obras do edifício da CEBAL, sem data para a sua inauguração, e do Fórum Romano de Beja.

 

A somar à tragédia, estão os problemas crónicos, como a piscina municipal coberta (água quente) voltou a ter avarias, encontrando-se atualmente encerrada, impedindo que centenas de jovens e adultos pratiquem desporto ou que clubes desportivos praticamente cessem a sua actividade (Zona Azul e Clube de Natação de Beja). Caldeiras continuam sem árvores. A limpeza urbana continua insuficiente, assistindo-se atualmente por todo o concelho a uma “praga” de se lançar entulho de obra em tudo o que é rua e estrada. Há ruas, onde vivem pessoas, sem qualquer calçada, como revelei AQUI e estrada sem alcatrão, como escrevi AQUI. O importante não foi realizado, como a requalificação de ruas, melhoria dos acessos rodoviários dentro da cidade, investimento em equipamentos desportivos para além do futebol, criação de parques e jardins ou plantação de árvores de forma a diminuir a temperatura na cidade no verão.


Os cofres da Câmara estão cheios, sendo que o facto de não gastar dinheiro é puramente má gestão. Estão cheios porque não se fez o que se prometeu, e para o qual foram eleitos. Um mandato que vive num vazio, em que os problemas não são resolvidos e o concelho hoje, na última semana de 2023, está igual face à primeira semana de janeiro de 2023.


O atual investimento do Município de Beja, cinge-se ao aumento sistemático de subsídios às várias associações bejenses e a festas e foguetes, que duram uma dúzia de horas, para depois tudo desaparecer. Não existem investimento duradouros, estruturantes, com impacto social e económico na cidade. Como não há nada, o presidente apresenta a aquisição de 10 computadores, como trabalho executado, no ano em que teve o maior orçamento de sempre.

1703549551259.jpg

FONTE: FACEBOOK

 

2 Comentários

Comentar post