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Mais Beja

O blogue Mais Beja tem como objetivo principal ser local de opinião, informação e divulgação de Beja e do Baixo Alentejo.

Mais Beja

28
Dez17

O melhor e pior de Beja em 2017

Mais Beja

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Melhor: Movimento Beja Merece +

A afirmação e luta de um conjunto de pessoas pela sua cidade e região, sem qualquer objetivo de protagonismo, eleitoralismo ou monetário, é sem dúvida a maior manifestação de afectos pela sua gente e terra. A mudança de uma comunidade está na luta de pessoas comuns e apartidárias, uma vez que os políticos estão presos aos partidos e interesses pessoais, e só protestam e colocam-se ao lado do povo quando estão na oposição, como faz agora os partidos de direita (PPD/PSD e CDS-PP), apesar de nada terem feito pela cidade e região quando governaram. É nos movimentos populares e cívicos que está o progresso para atingir melhor qualidade de vida e prosperidade.

 

Pior: Governo

Beja e o Baixo-Alentejo mantém-se esquecidos e afastado do desenvolvimento humano, social e económico. Pouco mudou relativamente ao aeroporto, e continua tudo parado relativamente à autoestrada e ligação ferroviária direta e de qualidade a Lisboa. Até agora só há promessas, algumas para 2020/2021, quando o mandato do atual governo termina em 2019, após a sua legislatura. É a campanha eleitoral já a funcionar...

Há a barragem do Alqueva e o regadio, motor de desenvolvimento económico regional e nacional, mas apenas serve para alguns, proprietários de terrenos agrícolas ou cursos na área da agronomia. O próprio emprego que gera é escasso, uma vez que a maquinaria faz grande parte do trabalho, sendo o restante realizado por imigrantes, mal pagos e a residir em condições de salubridade escassas.

Esse esquecimento também se vê na saúde, com total ausência de investimento em equipamentos tecnológicos, infraestruturas e camas no hospital de Beja e quase incapacidade da região em atrair médicos, provocando angústia e grande sofrimento aos doentes e famílias.

Constata-se também na vinda de empresas internacionais para Portugal, apoiadas pelo governo central, que são fixadas nas regiões mais populosas ou no norte do país, ficando o interior e o sul do país à mercê no turismo para ser o motor de desenvolvimento local.

 

Se pudesse dizer algo ao Primeiro-Ministro, diria simplesmente que Portugal não é Lisboa. Que o poder não deve ser algo exclusivo da elite lisboeta que governa o país. Que o Alentejo não é apenas o Alqueva e o turismo rural. É todo um território, que deveria ser coeso e próspero, mas não o é por culpa dos governantes.