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Mais Beja

04
Dez23

Obras públicas essenciais: acessos rodoviários dentro da cidade de Beja

Mais Beja

Parque industrial Beja.jpg

FOTO: MAIS BEJA. ZONA DE ACOLHIMENTO EMPRESARIAL NORTE (ZAEN)

 

O concelho de Beja apresenta vários problemas e défices. Uns, apenas são resolvidos num âmbito nacional, devido ao seu valor financeiro, responsabilidade e dimensão, como a expansão do Hospital de Beja, construção do novo posto da GNR ou a continuação da autoestrada A26 até Beja. Outros há, que apenas podem ser resolvidos a nível local.
O maior problema em termos de infraestrutura, que é quase uma peste negra na cidade são as acessibilidades rodoviárias, dentro e fora desta. Apenas abordando as estradas municipais, ou seja, da responsabilidade da Câmara Municipal de Beja, nos últimos anos, várias têm sido as obras e lançamento de empreitadas para a requalificação de estradas municipais por parte do município de Beja, nos acessos rodoviários da cidade até às aldeias do concelho que, devido ao desenvolvimento agroindustrial da região, provocou um aumento da circulação de máquinas agrícolas e camiões, e consequentemente, à degradação das estradas municipais e nacionais, sendo urgente a sua requalificação, para a melhoria da circulação e segurança dos moradores bejenses e da circulação dos veículos industriais, de forma a continuar o desenvolvimento económico e social, vital para a região.
Mas, se por um lado, fora da cidade houve obras e lançamento de empreitadas e contratos de financiamento, no interior da cidade, apenas têm sido realizadas modestas reparações, sendo não só imprescindível a requalificação de várias estradas existentes, bem como, a criação de novas estradas e ruas.

Beja mudou. Hoje, mais pessoas residem na Quinta Del Rey, Bairro do Pelame e Bairro da Conceição. Em termos de negócios e postos de trabalho, o mesmo aconteceu, com o surgimento de novas empresas no parque industrial de Beja, bem como a abertura de novas lojas no Beja Retail Park e novas fábricas na Zona de Acolhimento Empresarial Norte (ZAEN). A somar a isso, está a construção do futuro hospital privado da cidade, que irá acontecer, mais cedo ou mais tarde, com o continuar da degradação do SNS em Portugal. A própria Câmara Municipal de Beja dá conta disso, na sua página, revelando o desenvolvimento desta zona da cidade, com atuais e futuros negócios, como visível na imagem abaixo:

Imagem satélite Câmara Municipal de Beja.jpeg

FOTO: CÂMARA MUNICIPAL DE BEJA


E o que concretizou a Câmara Municipal em termos de acessos rodoviários e pedonais para esta zona da cidade? Zero.

 

A movimentação de pessoas para esta zona da cidade, gerou constrangimentos e mini-engarrafamentos em certas horas do dia, e isto é sentido por todos os bejenses, com a presença de mais trânsito na única estrada de acesso a esta zona da cidade, através da Rua Dom Afonso III. Existe outra opção, que é uma vergonha e uma falta de respeito para os munícipes, que aqui pagam impostos, não dignificando em nada a cidade, que é o acesso através da Rua Sebastião de Jesus Palma diretamente ao Bairro do Pelame, atravessando para tal a linha ferroviária existente. Além disso, neste local, apenas é possível a passagem de um veículo de cada vez, apesar de ser permitido a circulação em ambos os sentidos. O piso da estrada é horrível, e só um carro com amortecedores capazes, pode atravessar esta estrada dentro da cidade.

Rua Sebastião de Jesus Palma 2.jpg

FOTO: GOOGLE MAPS. RUA SEBASTIÃO DE JESUS PALMA


Muitos destes estrangulamentos, a maioria da população não sabe e outros nem chegam a reparar. Mas a verdade é que estão lá e limitam ou impossibilitam a circulação de pessoas de forma fluída e segura. Existem vários bairros que mais parecem terem sido segregados do resto da cidade, uma vez que apesar de fazerem parte da malha urbana, é como se tivessem fora. Mas não, estão a 100-500 metros do centro urbano, mas cortadas por linhas de comboio ou ausência de estradas, tornando difícil e perigosa a circulação de peões e automobilistas, como por exemplo, o Bairro de São João, que fazendo parte da cidade, é como se estivesse fora, uma vez que não há uma estrada ou rua direta de acesso às habitações. E, há dinheiro, como disse recentemente o Presidente Paulo Arsénio numa reunião de Câmara. E certas decisões autárquicas comprovam isso mesmo, uma vez que a Câmara Municipal gastou mais de 600.000€ na última feira Patrimónios do Sul, que teve uma duração de 4 dias.

Esta e outras obras rodoviárias, dentro da cidade, são fundamentais para a melhoria da mobilidade, segurança e desenvolvimento social e económico da cidade.
Construir a cidade é um trabalho contínuo de reflexão, estratégia e melhoria, tendo em consideração todas as mudanças de espaços, circulação, necessidades e modos de vida. É certo que nem todas as procuras podem ser tidas em consideração porque a cidade não é uma soma de interesses particulares. No entanto, nomeadamente do ponto de vista do desenvolvimento durável, há necessariamente compromissos que, podendo ser exigentes financeiramente a curto prazo, têm um impacto duradouro no tempo, com benefícios de desenvolvimento social, humano e económico ao longo de várias décadas.

A construção do Parque da Cidade de Beja, através do Programa Pólis, pelo ex-Presidente José Carreira Marques, acarretou um investimento grandioso em termos financeiros, mas trouxe um impacto positivo a milhares de pessoas nas últimas duas décadas, que se irá prolongar por muitas outras décadas.

 

É urgente, investir fortemente na cidade, ainda mais quando há capacidade financeira para tal. É preciso deixar de pensar pequeno, com a sistemática propaganda de uns buracos tapados, umas passadeiras ou uns muros pintados se resolve os problemas da cidade. Esse trabalho, deveria estar destinado às Juntas de Freguesia, deixando para a Câmara Municipal os trabalhos com grande impacto na melhoria da qualidade de vida para quem cá vive e/ ou trabalha.

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