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Mais Beja

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14
Mai18

Política nacional

Mais Beja

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Por vários motivos, escrevo pouco no blogue sobre política, em especial, política nacional. Mas, há vários meses que ando em choque. Não tanto pelas últimas revelações de José Sócrates. Quem lê jornais diariamente já sabia de tudo sobre o que foi transmitido na SIC. Fico incrédulo com as voltas que os partidos conseguem dar nas suas propostas pré-eleitorais, convicções, valores e ideologias.

Mário Centeno, não é de esquerda. Nem de centro. É de direita! Se o Passos Coelho queria ir “além-da-Troika”, o nosso “CR7” das finanças, quer ir para “além-do-défice”. Com esta visão cega, capturou todos os ministérios, desde a saúde até às obras públicas. Todo o país está dependente não de um programa ou plano nacional de cada ministério, mas da folha Excel de Centeno.

O PSD, de manhã é de direita, quando exige menos Estado para reduzir os impostos e o défice, à tarde é de esquerda, quando quer mais Estado para exigir melhores serviços públicos e depois de jantar é de António Costa, quando realiza acordos com o Partido Socialista. Tudo depende do tema nacional em voga no momento. Quer agradar a todo o eleitorado, mas não tem plano ou caminho.

O BE, PCP e Os Verdes, também foram engolidos por Mário Centeno. Exigem mais serviços públicos, menos privado, mais emprego e mais apoio social, mas no final, nada conseguem ou conquistam. Ganha sempre o Centeno. A única vitória, foi do PCP, com a reversão da privatização da Carris e a redução da participação dos privados na TAP. De resto, a esquerda só tem engolido sapos, suportando as situações mais desagradáveis e contra a sua ideologia, sem grande alarido ou manifestação.

 

O país real não é o Portugal de António Costa, que já recebeu inúmeros recados do Presidente da República. Portugal, não é o sucesso e motor de crescimento (% do PIB) da Europa. Continuamos a ser o país dos salários baixos e estagnados, impostos elevados, da cultura de trabalho inimiga do mérito, da habitação cara, da eletricidade e combustíveis elevadíssimos, que nos rouba todo o salário, da emigração, da fuga das empresas e empresários aos impostos e da desvalorização do trabalhador face aos lucros e dividendos das empresas.

 

Como diz o povo, "são todos iguais!". E temos toda a razão!