Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Mais Beja

01
Fev24

Portugal está melhor, mas os portugueses estão pior

Mais Beja

Pedro Nuno Santos Partido Socialista.jpg

 


Esta frase não é minha, mas sim do ex-Ministro das Finanças, Bagão Félix, e resume bem a governação de António Costa ao longo de 9 anos e Fernando Medina, Ministro das Finanças. O Governo, não cumpriu o que prometeu na habitação, SNS, desenvolvimento social e humano, investimento público, melhoria e modernidade nos serviços públicos. Lá fora, o país é lindo para visitar, dormir e comer, atraindo recordes de turistas. Empresas estrangeiras instalam-se em Lisboa porque conseguem contratar engenheiros altamente qualificados por 1.500€, sendo que esse salário não permite viver em Lisboa. A habitação é barata em Lisboa, para um estrangeiro, que queira comprar uma casa numa capital Europeia por 500.000€. Mas o português não consegue.


O Governo foi sim, pródigo em escândalos, que encheram mês após mês, os jornais, rádios e televisões. E muitos outros houve, que pouco foram abordados pela comunicação social, como a não autorização por parte do Ministério das Finanças, da compra das vacinas para o Plano Nacional de Vacinação em 2023.


O garrote provocado pelo Ministério das Finanças foi constante, tendo impedido a libertação de dinheiro para que se comprem computadores para os trabalhadores dos serviços público possam executar o seu trabalho ou um hospital público possa contratar um médico que há 10 anos que faz falta, uma escola pública consiga financiamento para arranjar o telhado, devido à chuva que cai dentro das salas ou resolver o problema da falta de professores. As contas estão certas, mas os serviços públicos encontram-se na penúria. Não há professores, universidades não conseguem realizar investimentos, a não ser com os fundos europeus, centros de saúde sem médicos ou tribunais sem espaço e com computadores com 20 anos.


O Estado, pessoa de bem, não existe. Este, foi capturado pelas máquinas partidárias, atoladas em incompetentes, mentirosos e burocratas. Tornou-se num local de desmazelo, corrupção e de políticos que apenas olham e publicitam as “contas certas” das finanças, nem que isso custe tirar a pele à classe média, com uma brutal carga fiscal.

Hoje, os micro-sucessos deste Governo, são difundidos até à exaustão pelos militantes do Partido Socialista (PS), graças às redes sociais e pelos meios de comunicação social, que, ao escrutinarem pouco, apenas difundem aquilo que os políticos dizem, ou seja, apenas as boas novidades. Hoje, as principais caras do PS estão rodeadas de assessores de imagem, comunicação e marketing, para garantir que a mensagem exata é transmitida para agradar o povo. Em vez de serem assessorados por economistas, magistrados, professores, profissionais de saúde, gestores, que os incentivem a criar políticas para as empresas, famílias, jovens e idosos, construindo um Portugal melhor, próspero e promotor de um desenvolvimento social, económico e humano para todos, sem exceção. Hoje, o PS "investe" nos grupos que lhes dão votos: reformados, pobres que não pagam IRS e recebem subsídios da Segurança Social e funcionário público. Ou seja, o objetivo é manter tudo igual, sem aplicar qualquer reforma ou mudança estrutural no país, mantendo o povo e a nação nos últimos lugares face aos outros países europeus.

 

Os problemas do país já foram todos identificados, alguns com provas dadas por estudos nacionais e internacionais, mas a realidade, é que nenhum foi resolvido. Investimento no SNS? Médicos de família? Celeridade na justiça? Serviços públicos de qualidade? Transporte públicos? Habitação? Aumento real dos salários? Garantia que qualquer família possa ter uma habitação em condições dignas? Acessos rodoviários e ferroviários adequados aos padrões europeus? Tudo promessas do PS, nunca concretizadas.

 

Os políticos e governantes são tutelados pelo povo, não o tutelam. A “sorte”, é que o povo é sereno e aguenta até ao limite. E, ao contrário do que diz o PS, o crescimento de partidos de extrema-direita, não se deve aos partidos da oposição, como PSD (Partido Social Democrata) ou IL (Iniciativa Liberal). Deve-se sim, a quem governou nos últimos 9 anos, não ter resolvido os problemas dos portugueses e do país.