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Mais Beja

28
Fev24

Portugal, Partido Socialista, António Costa e nepotismo

Mais Beja

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Hoje, falar de política apenas gera angústia e tristeza. A qualidade é fraca e o descrédito é gigante. É difícil acreditar nos políticos. Mas a verdade, é que a democracia vive do povo e dos políticos.

Portugal não funciona. Os serviços  públicos são péssimos, o país piora nos principais indicadores face ao resto da Europa e faltam professores, médicos, enfermeiros, escolas, jovens, centros de saúde, estradas, esquadras de polícia, habitação, poder de compra, etc. Já os organismos, fundações ou secretárias de Estado multiplicam-se, por vezes atropelando-se. A legislação também é abundante, distribuindo responsabilidades por múltiplas entidades, mas, no fim do dia, tudo está bem na aparência, mas depois no terreno nada acontece, sendo um terror lidar com o Estado para qualquer assunto, problema, obra ou investimento. O nosso “seguro” e força de desenvolvimento é o país fazer parte da União Europeia, que impõe regras do século XXI, quando o Estado trabalha no séc. XIX, atolado em burocracia e incompetência.

A provar tal tragédia, está o facto de este ano, em que se comemora os 50 anos do 25 de abril de 1974, este Governo, de António Costa, foi o que menos investimento público realizou desde 74. Este facto, só comprova que António Costa não mudou ou reformou o país. Portugal está pior em vários indicadores, encontrando-se a ser ultrapassado pelos países do leste europeu. O grande aumento da receita fiscal foi usada para (1) aumentar os pensionistas, um eleitorado fundamental para o Partido Socialista (PS) ganhar eleições, (2) injetar dinheiro em empresas falidas como a TAP e a EFACEC e (3) a criação e organismos, secretárias de Estado e fundações públicas para empregar os militantes do PS. O colossal aumento de impostos, que esmaga a classe médica, não trouxe riqueza, investimento público ou crescimento económico.

Na Habitação, um dos grandes problemas nacionais, a esquerda tem andado a criar bode expiatórios, com o PS a criar novos decretos de lei, como se estes resolvessem o problema. Não resolvem. O problema é simples, mas a qualidade e honestidade dos políticos portugueses é tão baixa, que é difícil fazer o diagnóstico correto. Uma leitura atenta dos dados mostra que a crise da habitação se deve a uma crise de oferta. Em 2002, foram construídas em Portugal 125.700 habitações. Em 2022, apenas 20.156. Menos, 105.000 habitações!
O PS, que domina e dominou o Estado nas últimas décadas, não facilitou em nada a resolução deste problema. Atualmente a burocracia para construir habitações é colossal, existindo 2.500 leis, regulamentos e portarias! A isso, há que somar a imensa carga fiscal sobre a habitação. Estes factos, apenas limitam os privados de construir e impedem as famílias de comprar casa. A solução, para muitos, tem sido ir viver para os subúrbios, longe de toda a vida que construiram ou habitarem as casas dos avós quando morrem.

O SNS está caótico, com falta de recursos humanos, materiais e físicos. O Estado construiu centros de saúde onde não há médicos, abriu serviços hospitalares onde não há enfermeiros e onde há médicos, não há equipamentos modernos e capazes de cumprir as ambições dos profissionais de saúde. Esta ausência de gestão, faz com que mesmo aumentado todos os anos o orçamento do SNS, o serviço piora a cada ano. Neste caso, o problema não é dinheiro, mas má gestão.

Nesta legislatura existiram demasiados escândalos de corrupção e de má administração, sendo que mais uma vez a justiça teve uma atuação vergonhosa. Os grandes casos do país, como queda do BES por Ricardo Salgado, José Sócrates, Manuel Pinho, continuam, após 10 anos, sem ir a julgamento. É mau para o país, para quem quer justiça e para os arguidos, que, ao dizerem que não cometeram tais crimes, pretendem ser julgados para serem absolvidos. A ausência de um sistema de justiça célere e eficiente, apenas desvia os recursos na nação para corruptos, o Estado arrecada menos receita e desanima um povo quase sem esperança.

O sucesso económico da nação tem sido o Turismo, que tem trazido milhões de estrangeiros, que deixam cá milhares de mihões de euros todos os anos, durante as suas estadias. Além disso, a reabilitação urbana inundou alguns centros históricos, construindo-se hóteis, lojas e restaurantes. Um dia que Portugal deixe de estar na "moda", voltamos à nossa pobreza, porque durante décadas não se fizeram as reformas estruturais.

 

No PS valorizam mais o fervor ideológico do que a competência. E vêm o partido como um clube de futebol, que simplesmente tem de ganhar. Jogue bem ou mal. O problema, é que na política, o “jogar” mal afeta milhões de almas de uma nação.

O PS, controla a narrativa, uma vez que tem em todos os programas, canais de TV e jornais, os seus militantes como comentadores. Não há pluralidade ou participação da sociedade portuguesa. Há PS e PSD, em horário nobre, e em todos os canais de comunicação. Quem pretende ouvir outras ideias, correntes, ideologias, tem de navegar em nichos difíceis de aceder.

Para António Costa, o poder é a gestão da política, encontrando-se acima de tudo o Partido Socialista, não Portugal e a transformação do país. Nenhuma medida reformista foi implementa. Fernando Medina, Ministro das Finanças, anunciou que a descida da dívida foi uma medida reformista, sendo que esta só aconteceu graças à inflação e, consequentemente, aumento da receita do Estado, que junto às cativações e receita do turismo, melhorou em muito as contas públicas.

António Costa, como Primeiro-Ministro, foi mais incompetente que José Sócrates. As carências, problemas, falhas, mudanças indispensáveis para o desenvolvimento social, humano e económico, continua por tomar hoje, como em 2015. Portanto, nada mudou. Só a carga fiscal que aumentou exponencialmente.

 

Os últimos Governos trouxeram-nos até aqui, à continua pobreza. Somos os últimos, os da cauda da Europa, os pobres que nunca convergem, pedem emprestado e se endividam. Não há habitação, 75% dos jovens trabalham 40h/semana e ganham menos de 1.000€/mês, não conseguindo concretizar os seus sonhos. Quem quer concretizar esses sonhos, emigra. As famílias têm apenas 1 filho ou menos. Haverá futuro para Portugal?

 

Um resumo para estes 8 anos de governação socialista, é a injustiça de uma carga fiscal tão alta para serviços públicos tão maus.

 

Numa sociedade cada vez mais polarizada, em que há excesso de convicções e tanta falta de razões ou conhecimento nos debates, refletir e pensar é um acto de humildade e cidadania.

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